Cerveja Chicago Blues homenageia a alma do Blues

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Quando penso em Blues muitas coisas vem à mente. Para começar lembro de nomes como Howlin' Wolf, guitarrista e gaitista que ficou famoso por sua voz rouca e estilo swingado. Também recordo de Jeff Beck, Steve Ray Vaughan e Eric Clapton, todos influenciados pelo Wolf. É amigo... você sabia disso? E o rei B.B King, talvez o mais famoso entre os bluseiros, que criou um estilo único de frasear o instrumento de forma pura e melódica.

E a maior banda de Rock do planeta, os Rolling Stones, que leva o nome de uma música de Muddy Waters, a Rollin' Stone. Waters foi o cara que iniciou a eletrificação do Blues, criou um estilo carregado e intenso. E o Pink Floyd, de onde vem esse nome? Bom, fácil, de dois bluseiros americanos, Floyd Counsil e Pink Anderson.

Mas antes disso tudo os escravos negros que trabalhavam nas fazendas de algodão no Mississipi, Alabama e Georgia, sul dos Estados Unidos, cantavam para espantar a dor e o sofrimento. Disso surgiu o Blues, da tristeza e dor dos escravos. É só ouvir para sentir... Eu escuto, tomando um bom whisky, fumando charuto e segurando uma gaita (só segurando porque tocar que é bom...)

3380804675?profile=originalEnfim, tudo isso para compartilhar com vocês a ceveja Chicago Blues, que surgiu da parceria entre a cervejaria Gauden Bier e o bar Clube do Malte, ambos em Curitiba. No nome da cerveja temos Blues por questões óbvias e também Chicago porque foi lá onde o Blues tomou a sua proporção grandiosa. E a bebida faz jus ao nome, forte, encorpada, robusta e intensa.

A mesma intensidade das músicas de Water, do solo de B.B King, das viagens de Eric Clapton e da força de Howlin’g Wolf. Beber essa cerveja é como ouvir um Blues de raiz. Faça a prova, coloque em casa um Blues e tome essa cerveja, não tem como não “viajar”. Você pode até substituir o whisky pela cerveja, mas só se a cerveja por a Chicago Blues... rs

Algumas características da Chicago Blues: estilo Porter, derrama preta e opaca, de certa forma um pouco densa, já o colarinho é marrom claro de tamanho médio. O nariz traz algumas notas de café e malte. É uma bebida bem equilibrada, ou seja, o maltado está tão presente quando o amargor. Corpo leve e carbonatação média.

Ah, só para o compartilhar mais uma curiosidade. Nos anos 80 o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, fez uma show para homenagear Chuck Berry, um dos pais do Rock e autor e cantor da famosa música Johnny B. Goode, que toca no filme De volta para o Futuro 1. Durante os ensaios para o show acontece o seguinte diálogo entre os dois:

- Chuck Berry: Poxa Keith, você têm uns acordes muito bonitos, deveria trocar Blues....

- Keith Richards: Mas Blues não dá dinheiro…

Muito bom!!!

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Este quadro acima que montamos é a nossa homenagem às lendas do Blues de Chicago, muitos outros se influenciaram nestes que levaram o Blues para a grande cidade:
01 BB King, 02 Big Maceo Merriweather, 03 Big Walter Horton, 04 Billy Boy Arnold, 05 Bo Diddley, 06 Buddy Guy, 07 Champion Jack Dupree, 08 Charlie Musselwhite, 09 Earl Hooker, 10 Elmore James, 11 Freddie King, 12 Hound Dog Taylor, 13 Howlin' Wolf, 14 J.B. Hutto, 15 J.B. Lenoir, 16 Jimmy Cotton, 17 Jimmy Dawkins, 18 Jimmy Rogers, 19 John Brim, 20 John Primer, 21 Johnny Shines, 22 Johnny Young, 23 Junior Wells, 24 Kansas Joe McCoy, 25 Koko Taylor, 26 Kokomo Arnold, 27 Little Walter, 28 Lonnie Brooks, 29 Luther Allison, 30 Magic Sam, 31 Magic Slim, 32 Mighty Joe Young, 33 Muddy Waters, 34 Otis Rush, 35 Otis Spann, 36 Papa Charlie McCoy, 37 Paul Butterfield.jpg, 38 Robert Lockwood Jr, 39 Robert Nighthawk, 40 Snooky Pryor, 41 Son Seals, 42 Sonny Boy Williamson, 43 Willie Dixon


Pra finalizar, no meio de tantos homens do blues, apreciem a incrível voz feminina no blues de Koko Taylor:

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